Ana Isabel Fontoura Oliveira
Canção da Deságua
(À G.D.)
Minhas águas tem baronesas
Existe muito lodo por lá.
Tem peixe morto à vontade
Sapos que agonizam a luz do luar.
A vida que renasce no Tâmisa não ressurge por cá
Nossos rios tem menos água
Tanto concreto na mata ciliar
E a seca para nos desflorar
Entristeço, sozinho à noite,
Tusso em ver tanto fumaçar
Minhas águas tem cheiro de morte
E traficaram o sabiá
Não permita Deus que eu morra
Sem ver nos rios a vida ressuscitar
Será um alento saber aonde o Tuiuiú
Vai poder se aninhar